Estes são os novos VJs da MTV Portugal

Os queridos Luís Marvão e Patrícia Vieira são os novos VJS da @MTV portugal, e eu curiosa como sou, fui conhecê-los melhor.

Fica a entrevista!

O que vos motivou a ir ao casting?

LUÍS – Sempre disse que se um dia houvesse um casting para VJ da MTV ia logo a correr porque música e comunicação são a minha paixão. Um amigo meu viu o casting mas depressa percebi que já não ia a tempo de preparar o vídeo que pediam para enviar por Whatsapp mas a minha namorada depois diz-me que ia haver um casting presencial na Levi’s do Chiado e que eu tinha que ir, era a oportunidade certa para mim. E assim foi, um casting em que me senti logo à vontade e comecei a sonhar com este projecto para mim.

PATRÍCIA – Eu fui ao casting porque senti uma necessidade de mudar. Andava meio perdida em relação ao que queria para o meu futuro em termos profissionais, mas sempre quis fazer algo que tivesse uma relação direta com entretenimento. Ouvi o casting pela primeira vez na rádio e depois soube que ia haver casting presencial na minha faculdade, então motivei-me a ir por causa do bichinho que estava a descobrir ter pela apresentação. E no fundo a Filomena Cautela também me motivou, admiro a carreira dela e, como sabemos, começou na MTV e todas as pessoas gostam de seguir as pegadas de quem admiram.

 

O que é que vos distinguiu dos outros concorrentes?

LUÍS – Não sei bem, mas fui fazendo todas as provas com imensa alegria e sem pôr pressão nas coisas, só com o desejo de dar o meu melhor para ficar de consciência tranquila. Desta maneira, tudo foi correndo muito bem! Acho que o que me distinguiu dos outros concorrentes foi a alegria no trabalho e a capacidade de gerir a pressão nos momentos-chave.

PATRÍCIA – Na primeira fase, o que me distinguiu foi o à vontade que tive em casting e o conhecimento que tinha sobre as peças da MTV. Bebi muita informação e consumi muitos “amplificas” antes do casting para ir preparada. Na segunda fase, talvez tenha sido a forma como conduzi o conteúdo digital e me relacionei bem com os outros concorrentes e o pessoal do escritório. Por fim… acredito que o que me safou foi novamente o conteúdo digital e nesta fase senti que, não me querendo gabar, foi dos melhores do grupo em termos criativos. E a minha entrevista em direto no Facebook também acho que foi o que me destacou porque, contra todas as probabilidades, até correu minimamente bem! E depois, claro que todas as minhas qualidades e características iriam sempre distinguir-me porque somos todos únicos e este grupo de finalistas foi muito rico em termos de individualidade e caracter; no final do dia somos todos uns porreiros.

 

As expectativas que tinham para este novo desafio estão a ser atingidas?

LUÍS – Estão a ser ultrapassadas! Adorei preparar e fazer as entrevistas aos nomeados para os EMA Best Portuguese Act e ter ido a Bilbao fazer a Red Carpet. Viver toda a experiência dos EMA foi inacreditável! Só posso mesmo agradecer à MTV e justificar estas responsabilidades com mais e melhor trabalho!

PATRÍCIA – As minhas expetativas foram ultrapassadas! Eu já sabia que isto ia ser um trabalho fora do normal e com muita liberdade porque, enquanto VJ, podemos muitas vezes editar e escrever peças, mas não estava à espera que fosse tão fixe! E para além daquilo que já fiz, acho que estou a gostar ainda mais desta experiência por já me sentir tão em casa e já ter a minha família MTV.

 

E o vosso maior medo, enquanto VJ?

LUÍS – Há sempre o medo de falhar… Como VJ este medo claro que existe, porque acaba por ser um trabalho com exposição e tenho de estar preparado para isso, respondendo da melhor maneira à pressão que vai sempre existir! Por exemplo, em Bilbao na Red Carpet só tinha uma chance, tínhamos de gravar tudo à primeira, não podia haver enganos e é nestes momentos que se tem de ultrapassar os medos e a recompensa é ainda maior! Aquela sensação de dever cumprido, uma felicidade imensa e foi isso que me aconteceu!

PATRÍCIA – O meu maior medo é, sem dúvida, que todo um vox pop ou um direto corra muita mal… Mas vá, na realidade acho que o que tenho mais medo é: se algum dia ficar mais conhecida porque estou a trabalhar para televisão, vir a perder um bocadinho da minha privacidade e normalidade. Percebes?!

 

Onde se imaginam daqui a 5 anos?

LUÍS – Imagino-me feliz a fazer o que mais gosto e sei que só o conseguirei se for atingindo os objectivos da melhor maneira possivel. Não consigo dizer uma coisa específica, porque não gosto de criar expectactivas. Gosto de dar o meu melhor no presente para depois o futuro poder ser sempre melhor, uma coisa de cada vez e com calma.

Não sei bem, porque estou há pouco tempo no meio para fazer uma apreciação mais conhecedora. Mas, do que conheço parece-me que se deve apostar na constante ligação entre a televisão e o meio digital, encontrar a forma para que as duas coisas possam trabalhar para o mesmo fim. Para que consigamos fazer com que as gerações mais novas continuem a ver televisão.

PATRÍCIA – Eu, enquanto pessoa de 22 anos, espero já ter outra estabilidade daqui a 5 anos, se já tivesse a minha casinha então era um sonho. Mas agora a sério, quero continuar a fazer televisão, claro, mas, para além da apresentação, gostava de explorar mais a parte de criação e produção de programas. Se continuar na MTV melhor!

 

O que acham que falta na televisão de entretenimento?

LUÍS – Não sei bem, porque estou há pouco tempo no meio para fazer uma apreciação mais conhecedora. Mas, do que conheço parece-me que se deve apostar na constante ligação entre a televisão e o meio digital, encontrar a forma para que as duas coisas possam trabalhar para o mesmo fim. Para que consigamos fazer com que as gerações mais novas continuem a ver televisão.

PATRÍCIA – Mais cultura. Embora o entretenimento seja algo com o propósito de nos distrair e dar prazer, podemos não seguir a onda da superficialidade e futilidade que se instalou, e procurar juntar ao divertimento que o entretenimento é, formas de nos cultivarmos. Acho que o entretenimento também tem poder para nos fazer evoluir e consciencializar.

 

Se pudessem mudar uma coisa na televisão portuguesa, o que seria?

LUÍS – Talvez algo que se prendesse com os conteúdos. Fazer conteúdos que consigam apaixonar as pessoas, que as façam sonhar, porque só assim conseguimos fazer com que uma pessoa gaste o seu tempo, que cada vez é mais precioso, em frente a um ecrã quando nós queremos. Apostar na realidade com qualidade!

PATRÍCIA – Mudaria a falta de criatividade e capacidade de surpreender. A televisão, por vezes, torna-se previsível. Às vezes não há diferenciação nos conteúdos e programação em alguns canais… Isto acontece em tudo, até os telejornais são cada vez mais semelhantes e seguem o mesmo protótipo há anos. E continuamos na mesma monocultura social: as mulheres consomem telenovelas e os homens futebol e no entretanto há os programas da tarde que não são estimulantes para a população mais jovem. Mas o problema nem são as novelas, nem é o futebol; é a fraca produção e realização de conteúdos, a quantidade que impingem e o número de vezes que caem no ridículo.  A televisão parece por vezes deixar de lado a importância dos conteúdos que transmite, perdendo valores em prol das vendas do consumo de massas.

 

Qual é a característica que está a marcar o vosso desempenho como VJ da MTV?

LUÍS – Acho que o que tem marcado o meu desempenho como VJ prende-se com a evolução, porque desde Julho até agora já fiz muitas coisas diferentes que me fizeram evoluir. E com essa evolução vem uma maior alegria e tranquilidade naquilo que se está a fazer, porque existe mais confiança em mim mesmo! E isso é tão bom!

PATRÍCIA – Eu nunca tive uma boa capacidade para me autoavaliar, mas diria que talvez seja a minha espontaneidade e criatividade que está a marcar o meu desempenho até agora!